Adriana Luz

Para sempre na areia...

Meu Diário
17/03/2009 15h03
A quem interessar possa...
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" (...) Respeitar os seus desejos.  A máquina de desejar do homem é muito frágil. Enguiça com muita facilidade.

(...) Desejar é viver. O desejo é a fonte de toda saúde, de toda produtividade. Ele tem que ser cuidado, respeitado. O menor desejo de um homem deve ser atendido o mais depressa possível. Se contrariamos muito alguém, por exemplo, obrigando-o a acordar todos os dias às 6 horas da manhã para ir trabalhar naquilo que não gosta, a máquina quebra. Depois de algum tempo, esse homem não deseja mais nada. E, não desejando, deseja o mal. Não deixe isso acontecer com você. (...)"


(Domingos Oliveira - cineasta, em Carta a um jovem ator - Revista Bravo - novembro de 2008 - página 42)


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Publicado por Adriana Luz em 17/03/2009 às 15h03
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07/02/2009 12h07
PÁGINA LITERÁRIA

Publicado por Adriana Luz em 07/02/2009 às 12h07
 
30/01/2009 10h31
NÃO TENHO GAVETAS

Navegando pela internet, de vez em quando acho textos ou trechos de textos meus.

Algumas pessoas têm a delicadeza e a ética de colocarem  o nome da autora (ou seja, essa que vos escreve...). Outras não... Fazer o quê? A sorte é que todos os meus textos são devidamente registrados. Então...


Bom, hoje me deparei com um verso de um poema antigo meu  "Não tenho gavetas".

Achei interessante porque o autor do site colocou sob a chamada "Carpe Diem". Gostei...

Carpe Diem!
“Não tenho gavetas....Tenho memórias. E em minhas memórias tudo guardado....” (Adriana Luz Ruella)

Está nesse endereço pra quem quiser conferir>>


http://tribunadonorte.com.br/noticia.php?id=2274

E aqui vai meu texto, completo. Feliz sexta-feira a todos e CARPE DIEM!!!



Não tenho gavetas...
 

Não tenho gavetas...
Tenho memórias
E em minhas memórias
tudo guardado...
O beijo não dado
E aquele recebido
A fala perdida
O vento tocado
Um sentido postado
E o coração partido
A mão que beijei
E a que a mim acenou
Uma voz que ouvi
E a que se calou
Uma aparência perdida
E a experiência que de nada adiantou...
O Romeu de um Feliz Ano Velho qualquer...
A quantia de gente dos Éramos seis
Éramos oito, éramos vários
E todos presentes
mas que agora são apenas participantes
de mundos distantes...
Os víveres de uma subsistência
As letras de um vício
Os jornais espalhados
As imagens efêmeras
As folhagens das tardes amarelas
As cartas de uma adolescência efusiva
O frio cortante de uma manhã sulina
E o calor escaldante de uma tarde sem rumo...
As colisões, os acertos e desacertos...
As canções, os modismos e modernismos...
Os diálogos, as discussões,
os entendimentos, os desembaraços...
A falta de jeito nos momentos
mais impróprios...
As amizades conquistadas e aquelas que se pensou...
O amigo que chegou e aquele que por não ser
nem ficou...
As palavras ditas sem pensar...
E o silêncio que muitas vezes falou por mim...
Tudo não em gavetas...
Mas perdido em memórias...
E que numa noite se acha
assim, de repente...

(Adriana Luz)


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Publicado por Adriana Luz em 30/01/2009 às 10h31
 
14/01/2009 13h25
Dentro da vida...
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"Dentro do tempo, o universo na imensidão.
Dentro do sol, o calor peculiar do verão.
Dentro da vida, uma vida me conta
Uma história que fala de mim.
Dentro de nós, os mistérios do espaço sem fim."

(Toquinho)




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Publicado por Adriana Luz em 14/01/2009 às 13h25
 
24/12/2008 17h27
Meu Natal de 2008


Esse ano não consegui escrever nada sobre o Natal. Por quê? Não sei. A minha árvore está cheia de penduricalhos, presentes, e sonhos (como sempre...)... Mas eu estou sem inspiração... E não pretendia registrar nada aqui. Porém, há pouco ouvi uma música que ouvia muito em minha infância... Não sei bateu nostalgia, tristeza, saudade de uma infância em algum lugar qualquer... 

Mas, enfim... esse é meu registro de Natal de 2008...

Feliz Natal a quem estiver por aí.

É isso...

(Adriana Luz - 24 de dezembro de 2008)


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José

(G. Moustaki / Versão: Nara Leão)


Olha o que foi meu bom José
Se apaixonar pela donzela
Entre todas a mais bela
De toda a sua galileía

Casar com Deborah ou com Sarah
Meu bom José você podia
E nada disso acontecia
Mas você foi amar Maria

Você podia simplesmente
Ser carpinteiro e trabalhar
Sem nunca ter que se exilar
De se esconder com Maria

Meu bom José você podia
Ter muitos filhos com Maria
E teu oficio ensinar
Como teu pai sempre fazia

Porque será meu bom José
Que esse seu pobre filho um dia
Andou com estranhas ideias
Que fizeram chorar Maria

Me lembro as vezes de você
Meu bom José meu pobre amigo
Que desta vida só queria
Ser feliz com sua Maria


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Publicado por Adriana Luz em 24/12/2008 às 17h27



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