Adriana Luz

Para sempre na areia...

Meu Diário
12/10/2010 21h32
DIA DAS CRIANÇAS
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DIA DAS CRIANÇAS é também O DIA NACIONAL DA LEITURA. http://bit.ly/aOiO1E



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Publicado por Adriana Luz em 12/10/2010 às 21h32
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10/07/2010 11h58
Te amo tanto

O poema abaixo foi escrito por dois alunos>> Mattheus Beck e Filipe Malaquias, numa atividade de sala de aula.

Prometi que o publicaria em meu site como incentivo  à  "veia poética"  dos dois.  :)



Aqui está>>

Te amo tanto

Queria que Deus permitisse que
A distância entre nós, os casados
Fosse os nossos lábios entrelaçados
Para sempre o nosso amor reviver

Meu coração bate forte e liso
Para que seu amor possa senti-lo
Que o seu amor junto ao meu estilo
Nunca morra ou esqueça do riso

Assim como os pássaros sem o céu
Assim como os peixes sem a sua água
Assim como os planetas sem esquema

Posso dizer, tirando meu chapéu
Que sem você eu viverei com mágoas
São palavras escritas no poema.

(Matheus Beck e Filipe Malaquias - 1º 11)

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Publicado por Adriana Luz em 10/07/2010 às 11h58
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21/06/2010 17h40
CANTIGA DE NINAR
"Nada tão belo como uma criança dormindo
Nem tão profundo como dormir sem sonhar
Nem tão antigo como o sonho dos teus olhos
Nem tão distante como a hora de acordar"

(RAUL SEIXAS)

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Publicado por Adriana Luz em 21/06/2010 às 17h40
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09/02/2010 17h46
Vida
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"Falo de tempo, falo de água. Os filhos se parecem com água andante, o irrecuperável curso do tempo. Um rio tem data de nascimento?"


(Mia Couto - O último voo do Flamingo)

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Publicado por Adriana Luz em 09/02/2010 às 17h46
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28/01/2010 15h59
MARGARIDA TAMBÉM É NOME DE FLOR

Hoje ganhei um presente. Na verdade, ganho presente todos os dias. Sou uma mulher de fé, acredito em tudo o que minha mãe me ensinou. E trago comigo, todas as crenças, as rezas, as tradições...

Às vezes, me pego querendo quebrar alguns ensinamentos. Talvez porque eles me prendam a coisas que me parecem questionáveis... Mas, mesmo questionando, há coisas que não há como perder. E, sinceramente? Nem quero que se percam de mim.
E uma dessas coisas é exatamente a minha fé em Deus e minha devoção por Maria, a mãe de Jesus. Sim, sou devota de Nossa Senhora. Acho que uma devota meio “capenga”, porque não chego nem um milímetro à altura da devoção que minha mãe tem pela Santa. Mas me considero devota. E protegida por Ela. E já tive várias provas disso. Em outro momento, talvez eu até escreva algo a respeito.


Mas, no momento, só quero agradecer a Deus, à Maria, aos céus, pelo presente que ganhei hoje em sala de aula.
Um presente com nome de Margarida. Com nome de flor! E eu que gosto tanto de flores... Essa veio perfumar minha aula e deixar seu perfume impregnado nas mentes dos meus alunos... E minha!

Uma mulher.
Uma mulher talvez como outra qualquer... Daquelas que sofreram por amor, que sofreram pela perda de entes queridos, pela perda de sua pátria... E pior, sem nenhuma explicação.


Uma mulher, talvez como qualquer outra... Que se casou, que teve filhos...

Uma mulher, talvez como qualquer outra... Que vive apenas o dia de hoje... Não pensa no futuro, porque o futuro virá, de qualquer forma, talvez também sem explicação. E ela o viverá, porque aprendeu a viver assim, recebendo o que lhe vem... Como presente, ou como dor... Ela apenas vive...
Uma mulher, talvez como qualquer outra... Que poderia estar calada, ou vivendo a sorte que muitas mulheres de sua terra não tiveram...

Mas Guidha não é qualquer mulher... Ela é a tradução e a prova de que não só podemos transformar nossas dores em arte, tristezas em cores... mas especialmente transformar o mal que nos fizeram em atos concretos de solidariedade e compaixão...
E foi essa vida que ela veio mostrar hoje aos meus alunos em sala de aula. Uma aula que também poderia ser como outra qualquer, em que eu talvez estivesse no centro das atenções e meus alunos ali, tentando aprender comigo, enquanto eu, na verdade, é que aprendo todo os dias com eles...

Tanto isso é verdade que, hoje, aprendi com minha aluna Alice, (sua filha) do 1º ano 2, e com o grupo do qual ela fazia parte que, realmente, a verdadeira escola é aquela que traz à vida.

E qual seria a aula de hoje? Apresentações das equipes relacionando o livro “Equador” com o filme “O Jardineiro Fiel”.
 
Antes de começar a aula, uma das meninas do grupo de Alice, toda preocupada, veio me dizer que estava com medo porque achava que o seu grupo iria fugir do tema. E me perguntou se a “palestra” poderia acontecer mesmo assim... Eu falei que sim, mesmo porque eu havia deixado livre a forma de apresentação...
 
E eis que me “aparece a margarida”. E isso não é metáfora para marchinha de carnaval. O nome da palestrante era Margarida mesmo (e ela se apresentou como Guidha). Uma mulher de trinta, quarenta, sei lá quantos anos (e isso não vem ao caso)...
 
Uma artista plástica que viveu em Angola, os horrores da guerra e que, por causa dela (da guerra), teve de fugir de seu país. Uma mulher que, aos quinze anos, deixou pai, mãe, irmãos, amigos, namorado (Sim, gente, eu tinha namorado! – ela disse com os olhos cheio de lágrimas) e foi para Lisboa para passar um mês. Mas, com a guerra “estourada”, ficou 559 dias (contados um a um – como ela disse), numa cidade estranha, com gente estranha, sem notícia da família, dos amigos, sem explicação alguma... E que passados os mais de 500 dias, teve de se refugiar com a família em outro país. E assim, atravessou os mares clandestinamente...
 
E aqui “aportou”... Hoje, em sala, apareceu-nos assim, de forma tímida e sorriso doce... Em suas mãos, uma boneca antiga (a única coisa que ela conseguira salvar de sua infância em Angola) e algumas folhas, que ela segurava com as mãos trêmulas. Em seus lábios, uma voz calma, cheia de sensibilidade... E em seus olhos, lágrimas...
 
E sobre o que ela falava? Guerras, destruição, abandono, abuso de poder, exploração, sangue, descaso...meninos sem pátria, sem ajuda, sem destino...
 
Mas falava também sobre força de vontade, espírito de luta, garra, solidariedade, fraternidade... falava de sua gente, das mulheres lindas de seu país, do sorriso estampado nos lábios de seu povo...
Povo negro, tão diferente (de sua aparência branca) e tão igual, em sua essência “colorida”...

Mostrou-nos música, mostrou-nos fotos, mostrou-nos poesia... E nos fez viajar com ela até seu país de origem... Angola de sofrimentos, mas de saudade para essa mulher que, quase ao acaso, chegou até a Bahia...
Quando a palestra terminou, eu não tinha palavras... O grupo ainda queria “algo” para relacionar com o livro. E eu disse que não precisava. Mesmo assim, ainda colocaram um clipe (montado pelos integrantes da equipe), com músicas, imagens e palavras de sofrimento, mas também de esperança...

O clipe foi lindo. Mas não precisava. O grupo que pensou não ter relacionado nada com nada, simplesmente, deu-nos uma aula de vida. E tudo estava ali, completamente relacionado ao que eu pedira. Ou melhor, com a extrapolação necessária a quem tem asas, pensamentos e imaginação próprias.

Estou comovida com o trabalho da equipe. Com o trabalho de Guidha. E com o meu trabalho. Isso sim, pra mim, é Educação. E que bom que a cada dia aprendo com minha profissão, fazendo-me mais consciente de meu papel, aquele que eu tenho de “interpretar”, aquele que eu tenho de viver, e aquele que eu tenho de usar como forma de denúncia, explicação, carinho, entretenimento, ou homenagem.
E aqui fica a minha para essa artista plástica, mãe e cidadã do mundo, uma flor chamada Margarida.

Em suas próprias palavras: "O papel foi como uma trilha para descobertas, para voltas, reviravoltas, para idas e vindas, às vezes sem sentido... Foi trazendo as imagens que se perderam nas gargantas apertadas, nas esperas angustiantes, que descobri como tenho mãos amigas, abraços queridos, sorrisos de paz a me amparar...”


Obrigada, Guidha, pela flor que deu hoje a todos nós. Guardaremos com muito carinho...


(Adriana Luz – 28 de agosto de 2006)
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Publicado por Adriana Luz em 28/01/2010 às 15h59
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