Adriana Luz

Para sempre na areia...

Meu Diário
21/10/2008 15h19
Bicho...
(...)

Queria ser leão
Pra ter aquela juba
Queria ser baleia
Daquelas barrigudas
Queria ser formiga
Minhoca, besouro
Quem sabe
Uma lagartixa?

Queria
(Pensei em)
Ser um urso
Dormir o dia inteiro
Queria ser macaco
Pulando bem ligeiro

Queria ser
Golfinho, peixinho
Cavalo marinho
Quem sabe um tubarão
Nadar lá no fundão?

Só pra ser mais leve
Pensei num passarinho
Só pra ser mais leve
Pensando bem
Cágado anda devagarinho

Imagine a borboleta
De asinhas coloridas
Pensei em ser cachorro
De orelhas bem compridas

Queria ser uma gata
Um sapo, um rato
Quem sabe um dragão?

(Ivete Sangalo e Saulo Fernandes)

Publicado por Adriana Luz em 21/10/2008 às 15h19
 
17/10/2008 15h05
Diálogo


"— E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)

— Ah. Porque eu sou tímida."

(Rita Apoena)


*

Publicado por Adriana Luz em 17/10/2008 às 15h05
 
16/10/2008 16h16
17
*

Um aniversário chegou esse ano. Um ano a mais neste mundo... O que será que eu ganho com tudo isso? O tempo vai passando, o que era novo se desgasta, fica velho, se renova, ou apodrece para sempre... E eu que sou uma pessoa me aproximo conscientemente da morte.
Foram tantos anos, tantas coisas que não foram vividas, muitas coisas que não foram sentidas. A gente adormece e um dia vai, a gente acorda e um dia vem. Assim eu fiz por dezessete anos. Alguns dias vieram e nunca mais se foram. Permanecem até hoje, como uma casa quente no meio da tempestade. Eu quero acordar sempre que dormir.

As estações do ano não passam nessa cidade. Mas eu nasci na primavera, quando nasciam as flores. Eu não poderia me comparar a elas. Tão lindas. Coloridas, plenas, inteiras. E eu não sou nem um pedaço de mim mesma. Não sei se um dia serei inteira. Nem sei se serei da minha cor preferida, e dessa forma parar os olhares de qualquer um com coração.Foram anos... Pessoas... Tantas vieram e se foram para sempre e eu fiquei com a sensação de que não fui meu melhor perto delas. Borboletas e as abelhas partem todos os dias.
 
Hoje eu procuro um motivo para comemorar. Penso não haver. Quando criança, queria muitos presentes e muito açúcar. Tudo em um dia. Agora, quero pequenos presentes e um pouco de açúcar todos os dias.  Eu vejo um caminho e uma canção me chamando a caminhar. Um livro em branco. Um lápis em meus pés. E pegadas que nunca se apagarão para mim. Já se foram dezessete anos... Por quantos mais poderei caminhar? Por quantos mais nascerão flores em outubros de sol e chuva comigo aqui? E quem? Quem me deixará pelo caminho? Quem chegará até o fim comigo? De uma coisa eu tenho certeza: caminhar sozinha é bom. Não sei se melhor. Mas é bom. E que sejam felizes os próximos.
 

(Texto escrito por Izabela Gomes - aluna da 2ª série do Ensino Médio - que hoje me emocionou quando o apresentou à turma.).


(Adriana Luz)

*

Publicado por Adriana Luz em 16/10/2008 às 16h16
 
04/10/2008 12h47
A gente movimenta o amor...


(...) A gente só não inventa a dor
A gente que enfrenta o mal
Quando a gente fica em frente ao mar
A gente se sente melhor

(...) A gente movimenta o amor
A gente que enfrenta o mal
Quando a gente fica em frente ao mar
A gente se sente melhor...


(Nando Reis)


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Publicado por Adriana Luz em 04/10/2008 às 12h47
 
02/10/2008 00h15
Ensaio sobre a cegueira
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A única coisa mais aterrorizante que a cegueira, é você ser a única que pode enxergar"...



(Ensaio sobre a cegueira - filme adaptado do livro homônimo de José Saramago)


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(Adriana Luz)

Publicado por Adriana Luz em 02/10/2008 às 00h15



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